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Charles Leclerc: “É Muito Importante Estar na Equipa Certa”

 

Charles Leclerc é o primeiro Campeão do FIA F2, competição que veio este ano substituir a GP2. O francês venceu na sua temporada de estreia no campeonato, após ter sido em 2016 o Campeão da GP3. A correr pela PREMA Racing, selou o título ao fim da primeira corrida da penúltima etapa, este fim-de-semana em Jerez de la Frontera.

Após ser Campeão, deu uma entrevista ao site oficial da FIA F2, no sábado à tarde, que agora aqui lhe trazemos.

Charles Leclerc – Campeão FIA de F2, que tal soa?
É uma sensação fantástica. No geral, tivemos uma excelente temporada e na performance, estivemos sempre muito rápidos, exceto em Monza e aí a culpa foi minha pois nessa sessão não estive tão bem. Mas aparte isso, estivemos sempre no topo e a sensação é fantástica. Obviamente, tive momentos menos bons durante a temporada, alguns do ponto de vista competitivo e outros de cariz pessoal, obviamente após ter perdido o meu pai. Vencer o campeonato é uma forma fantástica de eu o honrar e na verdade, este título é dedicado a ele. No entanto, no futuro prefiro não ter de dedicar títulos, o ano passado dediquei ao Jules Bianchi, este ano ao meu pai, por isso espero pro ano… bem para o ano deverá ser mais difícil (vencer um título) mas no futuro espero não ter de dedicar títulos. Nota da OnWheelsTV: O piloto tem dedicado títulos a pessoas que lhe dizem muito e que faleceram.

Quão importante foi a tua relação com a PREMA este ano?
Obviamente, é muito importante estar na equipa certa. Acaba por ser sempre algo que te ajuda a vencer o campeonato – acho que tivemos um ano muito bom, trabalhámos muito nos testes de inverno e focámo-nos em nós próprios. Os testes de inverno não foram o que nós pretendíamos, não achámos que fossemos rápidos o suficiente mas depois, chegados à primeira corrida, eu evolui, eles evoluíram e a partir daí todos estivemos bem. Por isso, sim foi uma temporada fantástica, ainda há corridas para disputar, onde pretendemos dar o nosso melhor, mas tem sido um prazer trabalhar com eles.

Foi difícil a batalha com o Oliver Rowland e o Artem Markelov? Não tiveste ninguém realmente perto de ti nas últimas corridas mas pareces ter estado sempre em luta com o Oliver – como foi isso, no teu ponto de vista?
Do meu ponto de vista, tal como tenho feito nos últimos anos, foquei-me em mim, no meu carro e nada mais. Para ser sincero, a competição nós sentimos sempre, mas eu estava a olhar para mim próprio e a tentar os melhores resultados a cada altura. Hoje foi provavelmente a primeira vez que eu sabia que era absolutamente importante ficar à frente do Oliver e, sim, é ótimo vencer o campeonato.

Quando percebeste que o título era possível?
Acho que em Barcelona, após a primeira corrida. No Bahrain, na qualificação, era um pouco incerto se nós tínhamos tido sorte ou se fomos muito rápidos porque houve uma bandeira vermelha na hora errada para os outros. Depois, a corrida não foi propriamente positiva, pois tive dificuldade a gerir os pneus e eu sabia que na F2, obviamente, a gestão dos pneus é uma parte muito importante do campeonato. Na 2ª corrida nós vencemos, mas usámos uma estratégia completamente diferente da dos outros, por isso insisto, não era por isso que íamos achar que estaríamos no topo na corrida seguinte. Chegados a Barcelona, aí ficou claro que tínhamos o ritmo para vencer o campeonato e que se fizéssemos tudo bem feito, as chances de conseguirmos eram grandes. Eu fiz a pole e nós vencemos a corrida 1 em Barcelona e não foi com sorte. Por isso sim, foi naquele momento que eu percebi que tinha potencial para vencer o campeonato.

Do ponto de vista da competição, quais foram para ti os pontos altos e os menos bons da temporada?
O ponto alto acho que foi Baku, do ponto de vista da competição, também dadas as circunstâncias, ter tido dois grandes resultados como estes foi um grande feito meu e da equipa e depois disso, acho que o ponto menos bom, até foram vários, mas acho relativamente a desilusões, provavelmente foi o Mónaco, porque era a minha corrida de casa e não a terminar foi decididamente um desgosto.

O que significa esta vitória para a equipa e para as pessoas à tua volta?
Bem, é sempre fantástico vencer qualquer campeonato. Acho que é o resultado de muita dedicação de toda a equipa e de todos os que estão aqui a trabalhar. Obviamente os meus mecânicos, os engenheiros, os team managers e toda a gente em redor, participam neste resultado. Estou muito feliz, para com eles, acho que este ano não tinha dado para ser melhor. Eles entregaram-me o melhor carro do campeonato. Como eu disse, houve alguns momentos menos bons, mas honestamente, quando tu queres o melhor carro, tens que estar sempre no limite com tudo e eu aceitei isso, pelo que acho que eles fizeram o máximo que podiam e eu só tenho a agradecer.

Finalmente, planos para o ano que vem?
Bem, para ser sincero agora vou ligar ao meu manager porque a equipa não queria que eu lhe dissesse nada antes de vencer o campeonato, por isso vou-lhe ligar para saber como vai ser.

Fotos: Oficiais/FIA F2/Andrew Ferraro/Zak Mauger

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