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Citroen Procura Regressar Aos Bons Resultados Em Espanha

 

A Citroën tem sido, até agora, de todos as formações de WRC a competir no campeonato, aquela que este ano se tem apresentado mais inconstante, muitas vezes até revelando algum amadorismo que destoa com uma história recente de enorme sucesso, em qualquer área do desporto motorizado em que tenha decidido se envolver. Embora a marca do ‘double chevron’ já tenha vencido este ano no WRC, através da impressionante prestação de Kris Meeke no México, desde cedo (Monte Carlo), a marca mostrou estar uns passos abaixo das suas concorrentes, em termos de performance e, sobretudo, a nível organizativo. Tem-se no entanto notado uma busca constante de melhorar a todos os níveis, mesmo quando para isso é preciso recorrer à enorme experiência e talento de Sébastien Loëb, que tanto sucesso fez e ajudou a fazer na marca francesa. Nesta altura do campeonato, a mais decisiva, a Citroën é também a única marca sobre a qual muito pouco (ou nada) se sabe sobre quem estará aos comandos dos C3 em 2018, embora já seja mais que sabido que a ‘temporada de caça’ a Sébastien Ogier está oficialmente aberta, lá para os lados da casa francesa.

Para já, o próximo desafio apresenta complexidades muito próprias, já que os troços do Rali de Espanha vão misturar tipos de piso – terra e asfalto – algo que só acontece na prova da Catalunha, quando se fala de Mundial. Talvez este seja um momento de mudança para a performance da Citroën, no que falta disputar do campeonato. Kris Meeke/Paul Nagle, Stéphane Lefebvre/Gabin Moreau e Khalid Al Qassimi/Chris Patterson, estarão aos comandos dos C3 WRC, sob a batuta de Yves Matton, diretor da Citroën Racing.

“Nos últimos três ralis da temporada, o nosso objetivo foi obter bons resultados, consubstanciados com o pódio conquistado na Alemanha”, disse Yves Matton. “Em Espanha a situação é bastante específica, com a especial de abertura em terra. Dependendo do como estiver o tempo, os lugares de partida das nossas equipas poderão ser uma vantagem ou um enorme handicap. Se estivermos bem classificados no final do dia de sexta-feira, então vamos poder recorrer a todo o potencial do C3 WRC no alcatrão para continuar a lutar nos lugares da frente. Durante os testes que fizemos na semana passada experimentámos uma série de set-ups e vamos utilizar alguns deles no próximo fim-de-semana. Vamos continuar a trabalhar arduamente, de forma a conseguir enfrentar os nossos rivais.”

Numa altura em que a Citroën tenta ir buscar as referências que num passado recente a levaram à glória no Mundial de Ralis, em que a marca escreveu uma incomparável história de sucesso, Sébastien Loëb tem sido chamado para impor alguma ordem no trabalho de testes da equipa, além de que é sabido o interesse da marca em Sébastien Ogier, a partir do próximo ano. Sendo que ambos são franceses, numa marca francesa, é importante estar atento, na prova espanhola, à prestação do jovem (francês), Stéphane Lefebvre, provavelmente o único que nesta altura do campeonato sabe que as probabilidades de estar seguro na casa, são mais que muitas.

“Estou muito contente por voltar a estar ao volante do Citroën C3 WRC”, disse Stéphane Lefebvre. “Já passaram três meses do nosso 5º lugar da geral na Polónia e vou ter de encontar o andamento certo em troços que não conheço lá muito bem. Temos de ter em mente que, neste rali, sou o piloto menos experiente em prova. Estou satisfeito com a forma como decorreram os testes na semana passada. Pela primeira vez, tive a oportunidade de experimentar a nova configuração de distribuição de binário do eixo dianteiro para o traseiro. Este melhoramente insere-se muito bem no meu estilo de condução e, por isso, foi uma experiência muito positiva. Se as condições meteorológicas forem favoráveis, vamos tentar tirar o máximo rendimento do lugar de partida no primeira dia.”

Fotos: Oficiais/Ctroën Racing

 

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