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Esteban Guerrieri e Nestor Girolami Os Melhores na Dança da Chuva

 

Debaixo de muito difíceis condições de tração e visibilidade, numa pista recém inaugurada, com asfalto novo e sob intensa chuva, Esteban Guerrieri venceu a Opening Race do FIA WTCC em Ningbo, China. Na Mani Race, que durou três voltas atrás do safety car, Nestor Girolami foi proclamado vencedor.

A 7ª etapa do FIA WTCC, disputada no recém inaugurado Autódromo de Ningbo, na China, será tudo menos uma prova para ser recordada no livro das ‘boas’ memórias do campeonato. A prova decorreu sob chuva intensa que, embora não se tratando de uma tempestade, alagou por completo o asfalto novo de um traçado que ainda necessita de maturar, no que diz respeito à eficiência, para ser capaz de contornar problemas como a drenagem.

A Opening Race de hoje foi um primeiro episódio, que já de si não antevia nada de bom, a não ser que as condições atmosféricas se alterassem, para muito melhor. Foram inúmeros os abandonos durante a corrida, a maior parte deles provocados por incidentes, já que os pilotos tinham que saber deambular pelas armadilhas de uma pista traiçoeira em que tudo mudava, volta a volta.

Neste cenário, há que tirar o chapéu a Esteban Guerrieri, pela forma como venceu esta corrida. O argentino não enjeita cada oportunidade em que ‘as mãozinhas’ são o fator chave e tornou a impor-se perante adversários com carros muito melhor preparados, mesmo para a chuva. Guerrieri foi guerreiro, levando o ‘velhinho’ Chevrolet Cruze da Campos até à segunda vitória da temporada (1ª foi em Marrocos). O argentino largou da segunda fila da grelha, sobrepondo-se a Nick Catsburg (Volvo) e pouco depois a John Filippi (Citroen). À 10ª volta, após o safety car ser chamado a reunir o, já de si curto pelotão, após o acidente que envolveu os Citroën de Rob Huff e Tom Chilton, Esteban Guerrieri sobrepôs-se a Yann Erlacher, para liderar e seguir incontestado até à vitória.

“Foi muito duro, mas em primeiro lugar, quero congratular o Nick e o Yann por seguirem para o pódio”, disse Esteban Guerrieri. “Depois de uma corrida tão difícil, em condições extremas, a chover bastante o tempo todo, fazia-se aquaplaning nas retas, nunca sabíamos onde travar, onde estar seguros, nem onde encontrar a melhor linha. Estou muito feliz e orgulhoso da minha equipa. Dedico a vitória ao David, um dos membros da minha equipa, é o seu aniversário hoje, mas também à minha mãe, pois hoje é Dia da Mãe na Argentina”.

Yann Erlacher, fez uma boa prova no Lada Vesta da RC Motorsports, sendo premiado com o 2º lugar, na frente de Nick Catsburg, no único Volvo que conseguiu suportar as difíceis condições da pista e do tempo.

Norbert Michelisz e Gabriele Tarquini fecharam o top cinco, nos dois Honda Civic.

A Main Race que nunca devia ter acontecido

Para a corrida principal do programa, as condições atmosféricas não estavam melhores, antes pelo contrário. A maior parte dos pilotos conseguiu resolver os problemas causados por uma Opening Race difícil, embora Rob Huff tivesse chegado à conclusão, durante a primeira volta atrás do safety car, que o seu Citroën não tinha ficado ainda em condições, em virtude do acidente com Tom Chilton. O britâncio encostou à boxe no fim da primeira volta, para abandonar. Mas alertou logo que era impossível correr assim.

A organização entendeu por bem sujeitar os pilotos a três voltas em condições impossíveis, mesmo para andar devagar e depois tomou a ainda mais incompreensível decisão de suspender a corrida (isso é mais que compreensível), atribuindo uma classificação para uma prova que, na realidade não existiu, já que os pilotos não chegaram a ter oportunidade de discutir posições. Assim sendo, provavelmente por uma questão regulamentar, foram atribuídos metade dos pontos a uma corrida que só teve três voltas e que coroou Nestor Girolami com a vitória, provavelmente a única que o argentino não quererá recordar.

“Estava difícil”, disse Girolami. “Quando sais à frente, queres que haja corrida. Fizemos um trabalho fantástico ontem, que hoje nos dava a possibilidade de lutar pela vitória. Mas, não podemos controlar o tempo, é impossível. Estava a ficar pior e pior e mais escuro. Apesar de eu não gostar desta decisão, tenho que a aceitar porque as condições estavam realmente más e também devo dizer que nós temos que confiar nos marshals pois eles estão a cuidar de nós”.

Race1_WTCC_China_Start
Race1_WTCC_China_Erlacher
Race1_WTCC_China_Catsburg
Race2_WTCC_China_Girolami

O 2º lugar foi atribuído a Norbert Michelisz (Honda), seguido de Thed Björk (Volvo), Gabriele Tarquini (Honda) e Tom Chilton (Citroen).

Após a etapa chinesa do WTCC, Thed Björk lidera o campeonato com 200,5 pontos, seguido do português Tiago Monteiro, a meio ponto, e Norbert Michelisz é terceiro, com 198,5 pontos. No WTCC Trophy, Mehdi Bennani, Tom Chilton e Rob Huff seguem empatados, todos com 87 pontos.

Fotos: DPPI/David Noels, Frederic Le Floc’h

 

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