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GTA e ITR Mais Próximas de Concretizar Campeonato de Turismos ‘de Sonho’

 

Quem esteve em Hockenheim, este fim-de-semana, para a derradeira etapa do DTM, pôde ver em pista, juntos pela primeira vez, carros deste campeonato e dois modelos da classe GT500 do campeonato japonês de Super GT. Foi a primeira vez que pudemos ver juntos, carros que partem do mesmo conceito, fruto de um pensamento global destas duas organizações, que buscam uma fórmula super competitiva e sustentável de promover e dar ‘pernas para andar’ a um campeonato de carros de turismo, Class One. O gesto dos japoseses da GTA, organização que gere o Super GT, que trouxeram dois carros dos três construtores presentes a nível oficial no GT500, será retribuído pela ITR, no fim-de-semana de 11/12 de Novembro, quando dois carros do DTM estarão em pista, em Motegi, na última etapa do campeonato nipónico.

Parece já longínquo o mês de Outubro de 2012, altura que os mais altos quadros da ITR assinaram um acordo de princípio com a GTA para o desenvolvimento conjunto de uma ideia de campeonato de turismo, com carros de idêntica conceção e custos controlados. A partir dessa base, no início de 2014, apareciam os novos carros de GT500 da Honda, Lexus e Nissan, que já apresentavam as mesmas soluções de construção dos modelos que, pela Audi, BMW e Mercedes, competem no DTM. Três meses mais tarde que o acordo assinado entre a GTA e a ITR, a estrutura que gere o DTM fazia novo acordo, nos mesmos moldes, com uma organização americana, conglomerando três construtores daquele país no mesmo princípio, ou seja, desenvolver entre alemães e americanos o mesmo conceito que se criou entre alemães e japoneses.

Embora com os americanos a coisa não tenha, que se saiba, dado grandes resultados, até porque com americanos cada vez mais nos vamos habituando a que palavra dada é palavra não cumprida, o que é certo é que os japoneses já há muito assumiram a filosofia que é posta em campo nos carros do DTM, ou seja, desde 2014 que os carros de GT500 são muito idênticos aos do campeonato alemão. O que agora é preciso saber é se as performances se equivalem, pois as corridas do DTM são basicamente provas sprint e, no Super GT, duram o dobro do tempo, embora não se possam propriamente denominar eventos de endurance.

No entanto, é óbvio que esse é um mero detalhe, a ser resolvido no seu tempo. Os carros da Nissan e Lexus que andaram em pista junto com os três modelos do DTM, este fim-de-semana em Hockenheim, andaram juntos, mas isso foi para as fotos, o que é dizer, para o espetáculo.  Aquilo que ficou claro na operação de marketing deste fim-de-semana é que o projeto avançou muito e, esperemos nós, entrou já na fase de velocidade de cruzeiro até ao efetivo momento em que estes construtores participem no tão ansiado campeonato Class One.

“Nós tornámos esta operação tangível” , disse Gerhard Berger, Chairman do DTM. “Os carros são fascinantes. O motor quatro cilindros tem um som fantástico. Ao início eu estava um pouco cético, mas agora já sabemos: os carros do DTM do futuro terão um mega som”.

Os carros japonseses que estiveram em Hockenheim não vieram sozinhos. Para os pilotar, Heikki Kovalainen no Lexus e Ronnie Quintarelli no Nissan, nomes que dispensam apresentação. Mas, presente também em Hockenheim esteve Masaaki Bandoh, o alto responsável da GTA. As duas personalidades da ITR e GTA trabalharam durante o fim-de-semana para potenciar ainda mais esta ‘associação’, que sai de Hockenheim mais forte que nunca. “Para mim, também foi uma experiência incrível”, disse Bandoh. “Fiquei sem palavras quando vi os cinco carros juntos na pista”.

Frases feitas e emoções do momento à parte, a verdade é que um super campeonato de turismo precisa-se. O espetáculo montado para cada fim-de-semana pela organização do DTM é imperdível. A forma como se globaliza com sucesso a total interação com o público, o programa de corridas de suporte, sempre fantástico, aliado à cereja no topo do bolo – as corridas são magníficas – fazem desta ‘ideia’ um rotundo sucesso quando pensarmos que, em vez de três marcas vão ser 5 ou 6 e que, em vez de se correr na Alemanha e dar uns saltinhos à vizinhança, tornamos a ‘coisa’ mundial.

“Depois das demonstrações este fim-de-semana, vamos intensificar o desenvolvimento dos regulamentos Class One. Estamos curiosos pelos resultados. Em 2019, ou 2020 o mais tardar, teremos os mesmos carros na pista. Nessa altura, tudo correndo bem, correremos uns contra os outros nas pistas do mundo, essencialmente nas do Japão e Europa”, disse Bandoh.

Um campeonato espetacular, carros com mais de 600 cv, motores de quatro cilindros, com um som fantástico, custos controlados, para uma competição fascinante e economicamente sustentável. A ideia é concretizar todos estes atributos. “Dentro de uma perspetiva de budget, é muito importante, ter um regulamento unificado para todos os construtores no mundo das corridas de carros de turismo. Nos meses que passaram desde que assumi esta posição na ITR, descobri que já está em campo uma fantástica colaboração entre os construtores do Japão e da Alemanha. E nós, na ITR, tencionamos continuar a evoluir este processo. Quem quer que seja que pretende competir num campeonato de topo para carros de turismo, terá dificuldade em ignorar o DTM”, disse Gerhard Berger.

A noção de que este projeto está a ser colocado em prática, já é bem real. resta saber quanto tempo mais esperaremos para ver as organizações dos dois continentes a concretizar o tão ansiado Class One. Aguardamos as ‘cenas dos próximos capítulos’.

Fotos: DTM

 

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