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Maurizio Arrivabene: “As Coisas Não Correram Como Planeado”

 

Quando, à entrada para o Grande Prémio do Japão, a Ferrari sabia como seria essencial obter boas pontuações na 16ª etapa do campeonato, não só para manter vivas as possibilidades de Sebastian Vettel ter reais capacidades para disputar o título de pilotos, como para a própria equipa italiana encarar as derradeiras 4 etapas do campeonato como uma séria candidata ao título de Construtores, acabaram por ter mais força os sinais menos positivos postos a descoberto com a performance na Malásia, que foram reforçados no país do sol nascente, com Sebastian Vettel a abandonar bastante cedo e Kimi Raikkonen a ter que ‘puxar dos galões’ para assegurar uma posição no top cinco.

Em termos de resultados práticos, o GP Japão para a Ferrari traduziu-se na performance de Kimi Raikkonen, que saiu de 9º para a corrida fruto de uma penalização no ‘grid’ e recuperou até ao 5º lugar. Sebastian Vettel, por seu lado, havia obtido o 3º melhor tempo do Q3, subiu uma posição pela penalização imposta a Valtteri Bottas (Mercedes), mas na corrida, fruto de um problema com uma vela, o piloto alemão – tetra Campeão Mundial de F1 (2010 a 1013), foi perdendo gás e posições, até que a equipa o chamou às boxes para aí ficar. Foram-se praticamente todas as possibilidades de Vettel ser Campeão em 2017 (matematicamente ainda é possível) e também as da equipa, que agora tem 145 pontos de desvantagem para a Mercedes.

“Mais uma vez, embora o nosso carro tenha grande potencial, as coisas não correram como planeámos”, disse Maurizio Arrivabene, diretor da Scuderia Ferrari. “O problema que forçou o Sebastian a parar resume-se a uma vela que quebrou. Nós apercebemo-nos que algo não estava bem durante a volta de acesso à grelha de partida (grid) e tentámos logo ali resolver o problema. O Seb arrancou bem, mas pouco depois tivemos que o chamar de volta à garagem, para depois abandonar a corrida. A corrida do Kimi ficou desde logo condicionada pela má posição na grelha de partida, que vem na sequência de ele ter de baixar 5 posições por ter tido que substituir a caixa de velocidades após o acidente no 3º treino livre. A partir daí, ele conseguiu subir, chegando até ao 5º lugar.

Tal como disse antes, o carro, a equipa e os pilotos, todos estão com o ritmo da frente. É por isso que vamos encarar as próximas corridas com maior esforço e ainda maior determinação. E será assim até à última curva do ultimo Grande Prémio.”

Sebastian Vettel viu, nestas três ultimas etapas, as suas chances de ser Campeão do Mundo praticamente esbaterem-se numa névoa de erros e problemas. Primeiro, a sua “asneira” em Singapura, quando as perspetivas de um bom resultado eram enormes. Depois, fruto de problemas técnicos que aparecerem na hora errada. É natural que o otimismo não reine neste momento, na mentalidade do alemão.

“Não sei se esta situação tem muito a ver com fiabilidade”, disse Vettel. “Mas, não acabámos a corrida, portanto temos um problema. Acho que foi um pequeno detalhe a causar um grande detalhe. Já não tínhamos potência na largada e tentámos o ‘reset’ para reativar tudo, mas algo não funcionou. É claro, agora o campeonato está mais difícil e ter abandonado a corrida não vem ajudar. Também disse à equipa para ir para casa descansar pois esta foi uma semana difícil, cheia de mudanças. Havemos de voltar melhor, melhor preparados para ir bem nas próximas 4 corridas e depois logo se vê. No geral, acho que a equipa está no bom caminho. Estamos a melhorar corrida a corrida, pelo que também há aspetos positivos. Mas, é claro, hoje é difícil ver algo de positivo.”

Também para Kimi Raikkonen não haverá grandes motivos para recordar este fim-de-semana de F1 no Japão. O melhor, para o finlandês, acaba mesmo por ser o resultado na corrida. A performance no Q3 não foi má, de todo, mas a penalização de 5 posições para a corrida, colocou-o a meio do pelotão, numa pista das mais difíceis do campeonato para ultrapassar. Isto somado ao facto que os carros com que Raikkonen teria que lutar na corrida, para ganhar posições, estarem todos melhor que no início da temporada, fazem pensar que o 5º lugar final até nem é nada mau.

“A nossa posição para o arranque não era a ideal”, disse Kimi Raikkonen. “A minha partida foi decente, com os pneus soft e tentei ganhar algumas posições, mas ao tentar passar um Renault, tive que alargar a trajetória e baixei vários lugares, que depois tive que recuperar. As sensações dentro do carro foram um pouco estranhas toda a corrida, o equilíbrio não era o ideal, algumas voltas estava tudo bem, noutras o carro estava difícil. É muito complicado andar atrás doutros carros nesta pista – até fizemos um bom trabalho a ultrapassar carros mas já estávamos muito longe da frente. 

Evoluímos bastante nos últimos anos, como equipa, mas agora por alguma razão, de repente começamos a ter problemas técnicos que vêm sabe-se lá de onde. É um pouco estranho os nossos carros estarem tão bem e, de repente, no domingo aparece um problema que ninguém espera. Nesse aspeto, há algum trabalho a fazer. De resto, vamos dar tudo até à ultima volta da ultima corrida e logo veremos onde acabamos”.

Fotos: Oficiais/Ferrari 

 

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