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Novo Porsche 911 RSR Já Testou em Sebring

 

A Porsche já está a trabalhar afincadamente no novo 911 RSR, carro com que estará em 2018 envolvida em várias competições de endurance, a nível global. Numa primeira fase, o novo 911 RSR foi testado em Weissach, depois seguiram-se outras pistas previamente definidas num programa que contemplou apurada atenção às afinações de suspensão, desenvolvimento de pneus e travões e ainda a aerodinâmica.

No entanto, o grande destaque da fase de testes foi para a sessão de 50 horas, efetuada em Sebring. ” Que eu saiba, nenhum outro construtor se atreveu a fazer algo assim”, disse Marco Ujhasi, Diretor da GT Factory Motorsports na Porsche. A marca escolheu a excessivamente ondulada pista de Sebring precisamente por ser um local que levaria o chassis e componentes gerais do carro, assim como os pilotos, a um teste extremo. “Precisamente pelo enorme stress que provoca, esta pista era a opção certa. E isto ficou confirmado nas primeiras corridas da temporada – as longas clássicas em Daytona e Sebring, onde o nosso carro impressionou desde a primeira hora, devido à forte performance”.

O Novo 911 RSR utiliza um motor 4.0 aspirado, de 6 cilindros boxer, com uma potência de cerca de 510 cv (dependendo do restritor). Os engenheiros optaram por uma solução de motor aspirado, por ser 40 kg mais leve. “Um motor naturalmente aspirado é uma unidade muito emocional para os nossos clientes de carros de estrada, além de que o seu enorme potencial também cumpre os requisitos para o desporto motorizado”, disse Ujhasi.

Este carro teve uma longa gestação, no que ao desenvolvimento diz respeito. Tudo começou pelos testes em túnel de vento, onde várias soluções foram sendo testadas e depois de comprovada a sua eficiência, adotadas para o novo carro. Tudo foi testado, asas, portas, alterações na afinação da suspensão, enfim, uma infinidade de soluções que depois acabaram por ser introduzidas no carro quando os resultados justificaram.

Posteriormente, passou-se para um longo processo de testes em pista, que no total perfizeram mais de 70 longas horas a rodar, sob condições atmosféricas variadas. Isto falando do carro, já que só motor do 911, no total rodou mais de 300 horas, divididas entre bancos de ensaio e pista. “Situações especiais de competição, como situações de safety-car ou uma saída rápida do boxe, não podem ser simuladas no banco de ensaio. Estas abordagens, assim como o impacto que têm no veículo, só podem ser entendidas testando na pista”, disse Ujhasi.

Tanto os pilotos do programa Porsche GT como as equipas trabalharam no desenvolvimento deste modelo. Os pilotos estiveram envolvidos desde uma fase muito precoce, desde logo na otimização da correcta posição de condução. Mas não só, ajudaram também no posicionamento adequado dos comandos no volante e dos outros comandos e luzes disponíveis pelo cockpit. Cada comando e botão teria que estar acessível para possibilitar fácil utilização. Depois, a participação dos pilotos nos testes de pista também foi fundamental, para identificarem fraquezas e prosseguirem o desenvolvimento do carro juntamente com os engenheiros.

Um dos pilotos envolvidos no desenvolvimento é Richard Letz, vencedor em 2015 do FIA Endurance World Cup (GT). “O novo Porsche 911 RSR é o melhor carro de GT que a Porsche alguma vez construiu”, disse Lietz.

Fotos: Oficiais/Porsche

 

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